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SOBRE MIM& como eu lidero


PARTE 1 — SOBRE MIM

Filha única aprende cedo a se virar com a própria imaginação. A minha deu em internet: adolescente, descobri fóruns e blogs e, com eles, HTML e Photoshop, aprendidos madrugada adentro, por conta própria. O digital não foi um plano de carreira. Foi o lugar onde eu já estava.

Quando fui estudar Design Gráfico na ESPM, a ênfase em marketing veio junto: mercado, setor, posicionamento entraram na minha formação antes do primeiro emprego. A conexão entre design e negócio não foi algo que aprendi trabalhando. Foi a base de onde eu parti.

De lá pra cá, o que mudou não foi de área, foi o tamanho do problema. Comecei respondendo por uma peça. Depois por uma tela, depois por um time, e hoje, como gerente sênior, por dois times de design e por uma métrica de negócio. Eu nunca “virei PM”: fui ampliando o escopo sem largar a lente que me formou. A subida foi degrau a degrau, e está toda logo abaixo.

A cadeira de produto, aliás, não foi pedida, foi oferecida. O convite veio três vezes: da minha liderança direta, do meu par de engenharia e de um líder global de tecnologia, pela forma como eu já liderava design, com muito olhar de produto na atuação. Aceitei pelo motivo de sempre: o problema tinha ficado maior.

Me move desafio. E competição, mas do tipo que não precisa de plateia: a comigo mesma, tipo como a Mônica de Friends. Estou na Daki há 4 anos porque a régua dos desafios nunca parou de subir.

Retrato de Giovanna Monaco
GIOVANNA MONACO · PRODUTO & DESIGN

PARTE 2 — TRAJETÓRIA

DEGRAU A DEGRAU desde 2012

Comecei como designer, em estágio, fazendo arte e layout. Daí em diante foi um degrau de cada vez, na ordem: designer, sênior, lead, gerente.

Como comecei em 2012, cada degrau meu caiu junto com uma mudança grande na profissão. Por isso a linha do tempo abaixo tem duas leituras: o que eu fazia, e o que estava acontecendo no mercado naquele momento.

  1. 2012–2018

    Designer

    BR Mobile (estágio → designer, 2012–2015) · freelas em paralelo

    Respondia pela peça: arte, layout, entrega. Era o começo mesmo, sem eufemismo.

    O mercado nessa hora

    O digital brasileiro estava migrando para o mobile, e design ainda era tratado como a camada final: a bonita, chamada depois que a decisão já tinha sido tomada.

  2. 2018–2021

    UI/UX → Product Designer sênior

    Sciensa · FIAP

    Respondia pela tela e pelo fluxo, e, no sênior, pelo problema por trás deles.

    O mercado nessa hora

    "UI/UX" virou "Product Design". A régua da profissão deixou de ser o entregável e passou a ser o problema resolvido. Foi aqui que eu construí a profundidade técnica que hoje me permite não terceirizar a barra de qualidade.

  3. 2021–2022

    Product Design Lead

    Kyte (SaaS)

    Primeira cadeira de liderança formal. Passei a responder pela qualidade de um time, não só pela minha, reportando a uma GPM, o que me colocou dentro da conversa de produto desde o primeiro dia de gestão.

    O mercado nessa hora

    Liderança de design virou carreira de verdade, com trilha própria, em vez de prêmio de consolação para o designer mais antigo da sala.

  4. 2022–2024

    Product Design Lead

    Daki (quick commerce)

    Mesma função, outro nível de pressão: liderar craft numa operação que muda de rota em dias, com risco de negócio real em cima de cada decisão.

    O mercado nessa hora

    Velocidade virou requisito. Design que não acompanha o ritmo da operação vira gargalo, e é aqui que a maioria dos times perde a barra de qualidade.

  5. 2024–2026

    Design Manager + Group Product Manager

    Daki — Customer e Fulfillment

    Duas cadeiras, ao mesmo tempo, no mesmo cargo: dois times de design e uma métrica de negócio: a conversão da jornada de compra.

    O mercado nessa hora

    A fronteira entre produto e design começou a se dissolver nas empresas que já têm maturidade dos dois lados. Eu não migrei de uma cadeira para a outra. Eu fiquei com as duas.

  6. 2026–hoje

    Gerente sênior

    Daki

    Até aqui, minha liderança de produto cobria só o contexto de Customer. Agora cobre Customer e Delivery Experience: um contexto de negócio novo, com produtos próprios, outros stakeholders, outros objetivos e outros indicadores. O salto não foi de volume, foi de complexidade.

    O mercado nessa hora

    Liderança híbrida deixou de ser exceção e virou desenho de organização: empresas passaram a estruturar o cargo em vez de improvisar a pessoa.


PARTE 3 — COMO EU LIDERO

Cargo atual
Gerente sênior
Daki — liderança de design (Customer e Fulfillment) e liderança de produto (Customer e Delivery Experience)
Trajetória de liderança
~5 anos
liderança de design (~3 anos) → liderança de produto (~2 anos)
Escopo mais recente
Ponta a ponta
jornada do cliente do pré-pedido ao pós-pedido, com a conversão como régua — e eficiência da operação logística com foco em last mile

CONTEXTO em duas cadeiras

Como a linha do tempo mostra, minha forma de liderar não nasceu na experiência mais recente. Ela se formou nos degraus anteriores, liderando times de design.

A partir daqui: a experiência mais recente

Mas é na experiência mais recente que ela aparece por inteiro: duas cadeiras consecutivas, na mesma área, na ordem em que aconteceram.

CADEIRA 1 — DESIGN

A primeira foi de design. Assumi o time de designers da área, seis pessoas atendendo de 2 a 3 squads, e foi ali que o meu jeito de liderar virou sistema: método de discovery, desenho de alocação, trilha de carreira, rituais.

CADEIRA 2 — PRODUTO

A segunda veio como consequência da primeira. O convite para liderar produto chegou de três frentes ao mesmo tempo: minha liderança direta, o par líder de engenharia e um dos principais líderes de tecnologia do time global. Não veio por um lançamento. Veio porque a liderança de design já operava como liderança de produto: contexto de negócio na ponta da língua e uma migração de aplicativo em que, na prática, o papel de produto já era meu.

O QUE ESTAVA em jogo

Em cada cadeira, um problema de natureza diferente, mas com a mesma raiz: trabalho sem sistema.

NO DESIGN — MÉTODO

No design, o problema era método. O planejamento de discovery era pulverizado entre produto, design e engenharia: os times pulavam pontos críticos ou se alongavam no irrelevante, cada dupla com o próprio critério. A qualidade do discovery dependia de quem estava na dupla, não de um método.

NO PRODUTO — GOVERNANÇA

No produto, o problema era governança. Herdei uma área sem backlog para as semanas seguintes, sem roadmap, sem um único artefato de alinhamento, e com stakeholders havia muito frustrados com a falta de visibilidade sobre priorização e prazos. A reunião recorrente com as áreas (cinco frentes de negócio dependiam dela, do comercial ao CX, passando por marketing, planejamento de vendas e novos negócios) não tinha material de suporte: visibilidade quase nula, fricção alta, lançamentos descobertos em cima da hora. Sem critério visível de priorização, sobrava disputar o time por influência, escalando por fora, pedindo status no privado.

LIDERANÇA DE DESIGN

O SISTEMA OPERACIONAL do time

Método: o discovery deixou de ser critério pessoal. Foi ali que criei a dinâmica de perguntas norteadoras: a partir do contexto do problema de negócio, os times (engenharia incluída, desde o dia 1) geram perguntas e as priorizam sequencialmente sobre a estrutura do Double Diamond; das perguntas saem tarefas, metodologias e responsáveis. Depois iterei o formato para CSD (certezas, suposições e dúvidas), mantendo o pontapé por perguntas. O discovery virou método, e parou de depender de quem estava na dupla.

EVIDÊNCIA — PLANNING DE DISCOVERY · O PONTAPÉ POR PERGUNTAS NORTEADORAS
Planning de discovery — o pontapé por perguntas norteadorasv1 sobre Double Diamond · v2 troca as perguntas por CSD, mantendo o pontapé em comum. Em uso até hoje.Planning de discovery — o pontapé por perguntas norteadorasv1 sobre Double Diamond · v2 troca as perguntas por CSD, mantendo o pontapé em comum. Em uso até hoje.01Perguntas norteadorasa partir do problema de negócio, o time gera e prioriza perguntas —engenharia incluída desde o dia 1pool aberto → sequência priorizadaparking lot: fora do escopo do ciclo, sem descartarprioriza02Cada pergunta vira planoé aqui que o discovery deixa de se alongar no irrelevantetarefasmetodologiasresponsáveis03Etapas do Double Diamonddescobrir · definir (problema) → explorar · validar (solução)as perguntas priorizadas se distribuem pelas etapas04Complexidade e RACIcomplexidade técnica × risco de negócio calibram a profundidade — equem decide fica escritoresponsáveis executam · autoridade decide e desbloqueiaconsultados contribuem · informados acompanhamTempo médio de discovery: ~4 meses → ~2o método não acelerou cortando etapa — acelerou parando de responder pergunta que ninguém fezestrutura do método · iniciativas reais omitidasPlanning de discovery — o pontapé por perguntas norteadorasv1 sobre Double Diamond · v2 troca as perguntas por CSD, mantendo o pontapé em comum. Em uso até hoje.Planning de discovery — o pontapé porperguntas norteadorasv1 sobre Double Diamond · v2 troca as perguntas por CSD,mantendo o pontapé em comum. Em uso até hoje.01Perguntas norteadorasa partir do problema de negócio, o time gera e priorizaperguntas — engenharia incluída desde o dia 1pool aberto → sequência priorizadaparking lot: fora do escopo do ciclo, sem descartarprioriza02Cada pergunta vira planoé aqui que o discovery deixa de se alongar no irrelevantetarefasmetodologiasresponsáveis03Etapas do Double Diamonddescobrir · definir (problema) → explorar · validar (solução)as perguntas priorizadas se distribuem pelas etapas04Complexidade e RACIcomplexidade técnica × risco de negócio calibram aprofundidade — e quem decide fica escritoresponsáveis executam · autoridade decide e desbloqueiaconsultados contribuem · informados acompanhamTempo médio de discovery: ~4 meses → ~2o método não acelerou cortando etapa — acelerouparando de responder pergunta que ninguém fezestrutura do método · iniciativas reais omitidas

Desenho de time

O time também era decisão minha, não herança: reorganizei quem atendia quais squads e frentes, redistribuindo as pessoas pelo risco e pelo momento de cada frente: especialistas onde o risco era de craft, cobertura onde o risco era de vazão.

Carreira: trilha em Y ancorada no trabalho real

Estruturei a trilha de carreira do time em Y (rota de gestão e rota técnica) pautada em competências equiparadas às da empresa, alinhada com o RH, não paralela a ele. A mecânica é dupla: autoavaliação do designer + avaliação da liderança, por níveis de proficiência; do contraste entre as duas saem os PDIs, priorizados e ancorados nos projetos do ciclo: desenvolvimento no trabalho real, não em lista de cursos. Segue em uso como o guia de PDIs do time.

EVIDÊNCIA — DESIGN DAY · TRILHA DE CARREIRA EM Y, EXERCÍCIO DE AUTORREFLEXÃO
Design Day · Trilhas de carreira — exercício de autorreflexãoSeis dimensões respondidas com situações reais de trabalho — não teste de personalidade.Design Day · Trilhas de carreira — exercício de autorreflexãoSeis dimensões respondidas com situações reais de trabalho — não teste de personalidade.DIMENSÃOINCLINAÇÃO ESPECIALISTAtrilha técnicaINCLINAÇÃO LIDERANÇAtrilha de gestãoMotivaçãoo que me traz realização?craft profundoalinhar pessoas e estratégiaForças naturaisde forma natural, eu costumo…aprofundar em fluxos e detalhesconectar design à estratégiaEscopo de impactoquero ser reconhecida(o) por…excelência em design e inovaçãoimpacto em pessoas, produtos e processosVisão de futuroem 2–3 anos, me vejo…contribuindo individualmente em alto nívelconstruindo e escalando timesEstilo de liderançame energiza mais…resolver desafios difíceis de UX e produtodinâmicas de pessoas e trade-offs entre áreasTrocas dispostasestou mais confortável em…controle profundo sobre o designme afastar da execução por escala organizacionalPor que importao resultado alimenta a conversa de carreira e o PDI de cada pessoa — trilha e ritual são um sistema sópessoas anonimizadas · opções reais do exercício · referência externa: Mirror ModelDesign Day · Trilhas de carreira — exercício de autorreflexãoSeis dimensões respondidas com situações reais de trabalho — não teste de personalidade.Design Day · Trilhas de carreira —exercício de autorreflexãoSeis dimensões respondidas com situações reais detrabalho — não teste de personalidade.Motivaçãoo que me traz realização?INCLINAÇÃOESPECIALISTAcraft profundoINCLINAÇÃOLIDERANÇAalinhar pessoas e estratégiaForças naturaisde forma natural, eu costumo…INCLINAÇÃOESPECIALISTAaprofundar em fluxos edetalhesINCLINAÇÃOLIDERANÇAconectar design à estratégiaEscopo de impactoquero ser reconhecida(o) por…INCLINAÇÃOESPECIALISTAexcelência em design einovaçãoINCLINAÇÃOLIDERANÇAimpacto em pessoas,produtos e processosVisão de futuroem 2–3 anos, me vejo…INCLINAÇÃOESPECIALISTAcontribuindo individualmenteem alto nívelINCLINAÇÃOLIDERANÇAconstruindo e escalandotimesEstilo de liderançame energiza mais…INCLINAÇÃOESPECIALISTAresolver desafios difíceis deUX e produtoINCLINAÇÃOLIDERANÇAdinâmicas de pessoas etrade-offs entre áreasTrocas dispostasestou mais confortável em…INCLINAÇÃOESPECIALISTAcontrole profundo sobre odesignINCLINAÇÃOLIDERANÇAme afastar da execução porescala organizacionalPor que importao resultado alimenta a conversa de carreira e o PDI decada pessoa — trilha e ritual são um sistema sópessoas anonimizadas · opções reais do exercício ·referência externa: Mirror Model

Rituais: cadência que protege craft e relação.

LIDERANÇA DE PRODUTO

A GOVERNANÇA da área

Quando assumi produto, o sistema do time não parou: os rituais atravessaram a transição comigo. O que a área não tinha era o equivalente daquele sistema no nível da decisão, e foi por aí que comecei.

Antes de qualquer processo, confiança. Fiz 1:1s dedicados com cada stakeholder: entender a frustração acumulada de cada frente antes de propor o sistema que a resolveria. Só então, em vez de correr para repor o backlog, instalei a infraestrutura de decisão.

PRD único

Criei um lugar só por iniciativa, do começo ao fim: objetivo de negócio e indicadores explícitos, todos os artefatos do discovery centralizados, hipótese de solução declarada, e decisão registrada pós-rollout: manter, rejeitar ou repetir. É o artefato que fez time e stakeholders falarem a mesma língua. E as perguntas norteadoras, o método que criei no design, viraram seção obrigatória do PRD: o discovery da área inteira passou a partir delas.

EVIDÊNCIA — PRD ÚNICO · O DOCUMENTO COMO FLUXO DE DECISÃO
PRD único — o documento como fluxo de decisãoUm artefato por iniciativa, da priorização à decisão pós-rollout. O tl;dr se atualiza a cada milestone.PRD único — o documento como fluxo de decisãoUm artefato por iniciativa, da priorização à decisão pós-rollout. O tl;dr se atualiza a cada milestone.01Objetivospor que este problema foi priorizado02Priorização · ICEimpacto × esforço × confiança03Perguntas norteadoraspergunta → resposta → dado · herança dométodo criado no design04Problem statementKPI direto e indireto · usuários impactados05HipóteseSe · Ao · Então · Porque, mais as hipótesessecundárias06Critério de sucessometa explícita: baseline → alvo07Plano de rolloutfaseado por hipótese08Análise pós-rolloutmétrica principal e secundárias contra ahipótese09Decisão registradaManter · Rejeitar · Repetir10Anexos centralizadosJira · Figma · Miro · pesquisas — um lugarO que ele resolveuma língua só entre time e stakeholders · decisão como estrutura, não opinião · o aprendizado do rollout volta para a priorizaçãoestrutura fiel ao template real · conteúdo de iniciativas omitido por confidencialidadePRD único — o documento como fluxo de decisãoUm artefato por iniciativa, da priorização à decisão pós-rollout. O tl;dr se atualiza a cada milestone.PRD único — o documento como fluxo dedecisãoUm artefato por iniciativa, da priorização à decisãopós-rollout. O tl;dr se atualiza a cada milestone.01Objetivospor que este problema foi priorizado02Priorização · ICEimpacto × esforço × confiança03Perguntas norteadoraspergunta → resposta → dado · herança do método criado nodesign04Problem statementKPI direto e indireto · usuários impactados05HipóteseSe · Ao · Então · Porque, mais as hipóteses secundárias06Critério de sucessometa explícita: baseline → alvo07Plano de rolloutfaseado por hipótese08Análise pós-rolloutmétrica principal e secundárias contra a hipótese09Decisão registradaManter · Rejeitar · Repetir10Anexos centralizadosJira · Figma · Miro · pesquisas — um lugar sóO que ele resolveuma língua só entre time e stakeholders · decisãocomo estrutura, não opinião · o aprendizado do rolloutvolta para a priorizaçãoestrutura fiel ao template real · conteúdo deiniciativas omitido por confidencialidade

Dados como fonte única

Reconstruí o acompanhamento de dados do app, antes pulverizado em números que não batiam: discoveries chegavam com dados que se contradiziam entre si. Construí dashboards, um glossário como linguagem comum e um ritual semanal de insights apresentado à alta liderança, com canal de Slack dedicado. O material evoluiu de apresentação para dashboard em plataforma interna, e virou referência para a empresa inteira em dados de aplicativo.

Roadmap com critério público

Estruturei o roadmap por indicadores de negócio e esforço, agrupado por temáticas, alimentado por um pool de oportunidades construído em dinâmica com as áreas: olhar para os problemas do negócio e gerar ideias sobre uma árvore de oportunidades. Construído com as áreas, não anunciado a elas. Um efeito colateral valioso: destravou iniciativas represadas havia meses, funcionalidades menores, processos e melhorias granulares demais para virar case, mas com valor real para os times.

EVIDÊNCIA — ROADMAP POR INDICADORES · ANATOMIA
Roadmap por indicadores — anatomiaCada linha carrega o KPI, o objetivo e o racional de priorização. O critério é público, não opinião.Roadmap por indicadores — anatomiaCada linha carrega o KPI, o objetivo e o racional de priorização. O critério é público, não opinião.INICIATIVAINDICADOR E OBJETIVOTEMÁTICA E CRITÉRIONOWIniciativa AKPI · conversãoobjetivo · retençãotemática 1ICEem entregaIniciativa BKPI · ticketobjetivo · receitatemática 2ICEem entregaNEXTIniciativa DKPI · NPSobjetivo · suportetemática 3ICEpronto p/ esforçoIniciativa EKPI · frequênciaobjetivo · engajamentotemática 2ICEpronto p/ esforçoLATERIniciativa FKPI · conversãoobjetivo · receitatemática 1backlogIniciativa GKPI · ticketobjetivo · valor do pedidotemática 3bloqueadoPool de oportunidadesideias das áreas entram com KPI e objetivo — e sobem quando o critério (impacto × esforço × confiança) sustentainiciativas genéricas por confidencialidade · campos e mecânica fiéis à ferramenta realRoadmap por indicadores — anatomiaCada linha carrega o KPI, o objetivo e o racional de priorização. O critério é público, não opinião.Roadmap por indicadores — anatomiaCada linha carrega o KPI, o objetivo e o racional depriorização. O critério é público, não opinião.NOWIniciativa AINDICADOR EOBJETIVOKPI · conversãoobjetivo · retençãoTEMÁTICA E CRITÉRIOtemática 1ICEem entregaIniciativa BINDICADOR EOBJETIVOKPI · ticketobjetivo · receitaTEMÁTICA E CRITÉRIOtemática 2ICEem entregaNEXTIniciativa DINDICADOR EOBJETIVOKPI · NPSobjetivo · suporteTEMÁTICA E CRITÉRIOtemática 3ICEpronto p/ esforçoIniciativa EINDICADOR EOBJETIVOKPI · frequênciaobjetivo · engajamentoTEMÁTICA E CRITÉRIOtemática 2ICEpronto p/ esforçoLATERIniciativa FINDICADOR EOBJETIVOKPI · conversãoobjetivo · receitaTEMÁTICA E CRITÉRIOtemática 1backlogIniciativa GINDICADOR EOBJETIVOKPI · ticketobjetivo · valor do pedidoTEMÁTICA E CRITÉRIOtemática 3bloqueadoPool de oportunidadesideias das áreas entram com KPI e objetivo — e sobemquando o critério (impacto × esforço × confiança)sustentainiciativas genéricas por confidencialidade · campos emecânica fiéis à ferramenta real

Foi esse critério público que permitiu, por exemplo, barrar uma fila recorrente de pequenas melhorias de catálogo: agrupadas pareciam valor; isoladas, não sustentavam impacto, e a operação não estava pronta para absorvê-las. O “não” deixou de ser opinião e virou demonstração. O tempo confirmou o critério: a operação seguiu sem elas sem perda percebida, e o tema só voltou à mesa quando teve caso de negócio de verdade.

OS PRINCÍPIOS por trás do sistema

O que essa trajetória mostra em ação, nomeado. São os princípios que atravessam qualquer área que eu assuma, cada um com a evidência correspondente acima.

  1. Confiança se constrói; autonomia se conquista.

    Não dou confiança cega de início, nem para sêniores. O grau de acompanhamento é função de risco da iniciativa × senioridade × histórico da relação; delegação total é a regra quando a confiança existe. Esse princípio tem origem num erro meu: no início da carreira de gestão, dei autonomia imediata a um profissional sênior, e descobri tarde demais meses de baixa performance mascarada, que um acompanhamento detalhado no começo teria exposto. Nunca mais.

  2. Comunicação direta, nos dois sentidos.

    Feedback sempre pautado em exemplos concretos e no potencial da pessoa, e o canal aberto na volta: todo 1:1 mensal fecha com feedback para mim. Evidência: os rituais acima.

  3. Apreço pelo ofício.

    Contrato e desenvolvo pessoas que fazem bem feito pelo simples fato de que está bem feito. Mas craft não se avalia por opinião: se avalia contra base explícita (equiparação técnica, artefatos padronizados, acordos de trabalho, trilha de carreira). Feedback técnico em time; feedback de performance, sempre individual. Evidência: a trilha em Y e o Design Day.

  4. A fundação antes da velocidade.

    Toda área que assumi, comecei pela base estruturante: no design, o planning de discovery; no produto, PRD único, dados como fonte única e roadmap por indicadores. Sistema primeiro, para o time saber o que é esperado e avançar sozinho. Evidência: as duas cadeiras acima.

  5. Evidência acima de opinião (inclusive a minha).

    Priorizo por valor esperado × recursos × desafios à frente, e mato o que não se sustenta, mesmo quando a ideia é de executivo ou minha. Evidência aqui: o “não” à fila de catálogo, sustentado por critério público. (Em outro case do portfólio, o mesmo princípio aparece no sentido inverso: a recomendação de não investir numa iniciativa do meu próprio time.)

RESULTADO em uso até hoje

O tempo médio de discovery caiu quase pela metade, e o método criado no design segue em uso pelos times de design e de produto, junto com a trilha de carreira e o Design Day.

EVIDÊNCIA — TEMPO DE DISCOVERY, ÍNDICE 100 → ~55 · ESTRUTURA V0
Tempo médio de discoveryíndice · antes = 100 · depois da governança por perguntas norteadorasTempo médio de discoveryíndice · antes = 100 · depois da governança por perguntas norteadoras50100100antesdiscovery solto e pulverizado~55depoisplanning por perguntas norteadoras≈ metade do tempo — sem pular pontos críticosíndice relativo · base 100 = média pré-governança · sem valores absolutosTempo médio de discoveryíndice · antes = 100 · depois da governança por perguntas norteadorasTempo médio de discoveryíndice · antes = 100 · depois da governança por perguntasnorteadoras50100100antesdiscovery solto epulverizado~55depoisplanning por perguntasnorteadoras≈ metade do tempo — sem pular pontoscríticosíndice relativo · base 100 = média pré-governança ·sem valores absolutos

O sistema operacional do time se provou onde mais importa: designers foram promovidos dentro da trilha que criei, o time atravessou o período sem perdas relevantes, e parte dele assumiu posições de liderança depois, incluindo uma promoção a líder sob a minha gestão.

Na cadeira de produto, o material quinzenal de iniciativas virou a fonte única de entregas e decisões, distribuído por e-mail a um fórum amplo de lideranças, no lugar das escalações por fora e dos status pedidos no privado. Os dados do app, apresentados toda semana à alta liderança e num canal de Slack criado só para isso, evoluíram de apresentação para dashboard em plataforma interna: referência da empresa em dados de aplicativo.